Tem teoria de fã que nasce de detalhe pequeno, e tem teoria que nasce direto do DNA da própria franquia. Essa é do segundo tipo. Desde que o primeiro Minions (2015) revelou que as criaturinhas amarelas já serviram a vilões ao longo de toda a história, de um Tiranossauro Rex a Napoleão Bonaparte, ficou impossível não fazer a pergunta óbvia (e desconfortável): e durante a Segunda Guerra Mundial, cadê os Minions?
Com a estreia de Minions & Monsters, que revelou a existência de várias tribos separadas da que conhecemos, a teoria voltou com tudo. Se existem outros grupos de Minions espalhados pelo mundo, qual seria a chance de nenhum deles ter cruzado o caminho do ditador mais associado ao mal na história recente?

O que o diretor respondeu
Em entrevista ao Polygon, o diretor Pierre Coffin, que também dubla os Minions, não escapou da pergunta. “Eu sabia que vocês iam me perguntar isso. Que vergonha”, disse ele, brincando com a repetição da teoria ao longo dos anos. Coffin foi direto: os Minions que conhecemos do primeiro filme ficaram escondidos em uma caverna gelada de 1812 até 1968, depois de fugirem do exército de Napoleão. Ou seja, ficaram de fora de praticamente todos os grandes eventos do século 20, incluindo as duas Guerras Mundiais.
Já sobre as novas tribos apresentadas em Minions & Monsters, ambientado nos anos 1920 em Hollywood, o diretor foi categórico: “essas eu não sei onde estavam, mas não fizeram parte da Grande História”. Ou seja, oficialmente, nenhum Minion, de nenhuma tribo, jamais trabalhou para Hitler.
Por que essa teoria pegou tanto
Faz sentido o público questionar isso. A própria lógica da franquia é essa: os Minions só existem para servir ao chefe mais maligno disponível, e passam a maior parte da história pulando de vilão em vilão real e fictício. Colocar esse enredo lado a lado com a linha do tempo real do século 20 e não pensar em Hitler seria quase natural, dado o histórico dos próprios roteiristas em brincar com figuras históricas.
O ponto de discussão
Aqui fica um debate interessante para quem acompanha a franquia: até que ponto vale a pena uma produção infantil flertar com esse tipo de humor histórico? Coffin escolheu fechar a porta dessa teoria de forma direta, evitando qualquer ambiguidade. Para muitos fãs, foi a resposta certa, já que humor envolvendo o Holocausto ou o nazismo, mesmo que indireto, dificilmente combina com uma franquia voltada para crianças. Para outros, a mera existência da pergunta, e o fato de ela ter virado meme por tantos anos, já mostra os limites (e os riscos) de construir uma mitologia cômica em cima de eventos históricos tão sensíveis.
E você, o que acha? Foi a decisão certa do Pierre Coffin fechar essa teoria de vez, ou acha que esse tipo de humor nem deveria ter espaço para especulação dentro do universo dos Minions? Comenta aqui embaixo sua opinião e compartilha esse post com quem também vive comentando teorias malucas da franquia!



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