A Odisseia, o novo épico de Christopher Nolan, chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16) cercado de uma das maiores expectativas do ano e, até agora, está superando qualquer projeção otimista. Entre recordes de crítica e previsões de bilheteria estratosféricas, o filme já é tratado pela imprensa especializada como um dos grandes acontecimentos do cinema em 2026.
A recepção da crítica: o maior recorde da carreira de Nolan
O dado mais impressionante até agora vem do Rotten Tomatoes: A Odisseia estreou com 98% de aprovação, a maior nota já alcançada por um filme de Christopher Nolan na plataforma, superando até então os 94% de “Amnésia” e “Batman: O Cavaleiro das Trevas”. A nota média das resenhas ficou em 8,80 de 10 um índice altíssimo mesmo para os padrões elevados que o diretor costuma atingir.
O desempenho se repete no Metacritic, onde o filme aparece com 89 pontos em 100, classificado pela própria plataforma como “aclamação universal”. Das avaliações reunidas até o momento, a esmagadora maioria é positiva, com pouquíssimas críticas mistas e nenhuma nota negativa relevante as raras ressalvas apontam o ritmo mais lento como ponto fraco, já que o filme tem quase três horas de duração.
Segundo o consenso formado pela crítica especializada, os elogios giram em torno da direção “confiante e competente” de Nolan, que consegue reinterpretar o material de origem sem perder o respeito pelo clássico poema de Homero, descrito por veículos como o Los Angeles Times como uma narrativa obcecada por memória, identidade e pela fluidez do tempo.

As projeções de bilheteria para o fim de semana de estreia
Nos Estados Unidos, onde o filme estreia nesta sexta-feira (17), as projeções apontam arrecadação entre US$ 85 milhões e US$ 100 milhões apenas no mercado norte-americano, o que representaria a maior estreia de Nolan desde “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012). Somando os mercados internacionais, a expectativa é que o filme ultrapasse a marca de US$ 200 milhões globalmente já no primeiro fim de semana, superando os US$ 181,1 milhões conquistados por “Oppenheimer” na estreia mundial, em 2023.
Os sinais de bilheteria forte já vinham antes mesmo da estreia oficial: a rede de cinemas AMC revelou ter vendido mais de 150 mil ingressos só no primeiro dia de pré-venda nos EUA, o melhor resultado da rede para um filme de estúdio desde 2022 ficando atrás apenas de shows de Taylor Swift e Beyoncé. As sessões em IMAX 70mm, formato usado pela primeira vez para filmar um longa inteiro, esgotaram em algumas salas com quase um ano de antecedência, como no BFI IMAX de Londres.
Um lançamento sem grandes concorrentes
Diferente de “Oppenheimer”, que precisou dividir os holofotes com “Barbie” em 2023, A Odisseia chega aos cinemas sem nenhum outro grande lançamento de estúdio disputando espaço no mesmo período, um fator que analistas apontam como favorável para uma trajetória sólida do filme nas semanas seguintes. O histórico de Nolan reforça esse otimismo: “Oppenheimer” estreou com US$ 82,4 milhões nos EUA e encerrou sua passagem nos cinemas do país com cerca de US$ 330 milhões, um multiplicador expressivo em relação à abertura.
A única variável de atenção é o calendário: a estreia acontece durante a reta final da Copa do Mundo de 2026, o que pode gerar impacto pontual em mercados como o Reino Unido, especialmente se a seleção inglesa avançar à decisão.

O elenco e a trama de A Odisseia
Estrelado por Matt Damon no papel de Ulisses (Odisseu), o longa adapta a jornada de dez anos do herói grego tentando retornar a Ítaca após o fim da Guerra de Troia, enquanto enfrenta a fúria do deus Poseidon. O elenco reúne nomes como Anne Hathaway (Penélope), Tom Holland (Telêmaco), Zendaya (Atena), Charlize Theron (Circe), Lupita Nyong’o (Helena de Troia/Clitemnestra), além de Robert Pattinson, Jon Bernthal, Mia Goth e John Leguizamo.
Orçado em US$ 250 milhões, o filme é a primeira produção da história a ser filmada inteiramente com câmeras IMAX de 70mm um marco técnico que reforça a aposta de Nolan na experiência de cinema em grande formato.