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Nintendo Confirma Novo Modelo do Switch 2 com Bateria Removível

A Nintendo pegou muitos fãs de surpresa ao confirmar oficialmente que está desenvolvendo uma nova versão do seu mais recente console, o Nintendo Switch 2, com uma novidade muito aguardada: baterias facilmente removíveis e substituíveis pelo usuário . No entanto, antes de comemorar e preparar o bolso, há um detalhe crucial nessa história que pode frustrar jogadores de várias partes do mundo.

Neste artigo, vamos detalhar o que motivou essa mudança de design, como os novos modelos serão identificados e por que essa novidade pode demorar (ou nunca chegar) ao Brasil e outras regiões.

O Motivo: A Nova Lei da União Europeia

A decisão da Nintendo não foi exatamente uma escolha voluntária para agradar aos fãs de hardware, mas sim uma adequação legal. Em abril de 2024, o Parlamento Europeu aprovou a diretiva do “Direito ao Reparo” (Right to Repair), que inclui a Regulamentação de Baterias da UE (2023/1542) .

Essa lei estipula que, a partir de 18 de fevereiro de 2027, diversos dispositivos eletrônicos portáteis, incluindo consoles de videogame, devem permitir que os próprios consumidores removam e substituam suas baterias de forma relativamente simples, sem a necessidade de ferramentas especializadas ou risco de danificar o aparelho .

Atualmente, a substituição da bateria do Switch 2 original é um processo complexo, que exige ferramentas específicas, paciência e carrega o risco de danificar permanentemente o sistema se feito de forma incorreta . Com a nova regulamentação, a Nintendo foi forçada a repensar o design interno do console para o mercado europeu.

Como Identificar o Novo Modelo?

A confirmação veio de forma discreta, através de uma atualização na página de “Conformidade com as Diretrizes e Regulamentações da UE” no site oficial da Nintendo . A empresa explicou como os consumidores poderão diferenciar o modelo original do novo modelo revisado.

Os produtos atuais da linha Switch 2 possuem números de modelo que começam com a sigla “BEE” (o console em si é o BEE-001, por exemplo). As futuras versões em conformidade com a lei europeia terão números de modelo exclusivos e exibirão o código adicional “OSM” visível na embalagem . Isso designará os aparelhos como produtos separados para fins regulatórios.

DispositivoCódigo OriginalCódigo do Novo Modelo (UE)
Nintendo Switch 2BEE-001BEE-xxx + “OSM” na caixa
Joy-Con 2BEE-012A confirmar
Pro ControllerBEE-014A confirmar

E os Controles?

Uma dúvida que paira no ar é sobre os periféricos. Os controles Joy-Con 2 e o Pro Controller também utilizam baterias de íon-lítio e carregam a nomenclatura “BEE” em seus registros . Segundo o jornal japonês Nikkei, o Switch 2 revisado também virá com novas versões de seus controles Joy-Con 2, permitindo aos usuários substituir cada uma de suas baterias . Isso seria um grande avanço, considerando o histórico de desgaste das baterias em controles ao longo dos anos.

A Má Notícia: Exclusividade Europeia (Por Enquanto)

Aqui está o balde de água fria para os jogadores fora da Europa: este novo modelo com bateria removível será lançado, inicialmente, apenas no mercado europeu .

Como a mudança de design gera custos de produção e logística (criar e manter duas linhas de montagem diferentes, ou SKUs), a Nintendo optou por cumprir a lei apenas onde é estritamente obrigatório. Isso significa que mercados como as Américas (incluindo o Brasil) e a Ásia continuarão recebendo o modelo padrão do Switch 2, com a bateria selada e de difícil acesso .

A Nintendo, no entanto, está mantendo suas opções em aberto. Caso outros países ou regiões aprovem legislações semelhantes de “direito ao reparo” no futuro, a empresa já terá o design pronto para ser implementado globalmente .

Conclusão

A confirmação de um Nintendo Switch 2 com bateria removível é uma vitória imensa para a sustentabilidade e para os direitos dos consumidores, provando que legislações fortes podem forçar gigantes da tecnologia a adotarem práticas mais amigáveis ao usuário.

Embora seja frustrante saber que essa versão será exclusiva da Europa em um primeiro momento, o precedente está aberto. Resta torcer para que a pressão global por dispositivos mais duráveis e fáceis de consertar faça com que a Nintendo e outras empresas adotem esse padrão globalmente no futuro.

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